MICROCIRURGIA DA LARINGE

Princípios e indicações

A Microcirurgia da Laringe é indicada para remoção de pólipos, nódulos, cistos, hemangiomas, papilomas, tumores malignos menores, biópsias e outras lesões de pregas vocais ou da laringe como um todo.

O acesso cirúrgico exige o uso de um laringoscópio de suspensão, que se apóia sobre os dentes (geralmente incisivos mediais) e sobre o tórax, e adaptação de microscópio e instrumentos especiais, como pinças, tesouras, endoscópios e aparelhos de cortes e coagulação, bisturis elétricos, eletrônicos e LASER.

Trata-se de uma cirurgia exploradora, ou seja, é impossível prever-se exatamente quais alterações serão encontradas nas pregas vocais. Portanto, muitas decisões podem e devem ser tomadas durante a cirurgia, sem que seja possível solicitar o consentimento específico para proceder aos tratamentos necessários, que podem alterar os resultados e impedir que o resultado final seja o desejado.

Após a cirurgia poderão ocorrer:

ALTERAÇÕES DE VOZ: a maioria destas cirurgias determina, após alguns dias, uma melhora da qualidade da voz. Nos casos de tumores benignos e malignos e malignos pode-se observar uma piora da voz, dependendo da extensão e localização da lesão.

VÔMITOS: podem ocorrer algumas vezes, no dia da cirurgia, constituídos de sangue.

HEMORRAGIA: é rara, podendo ocorrer nas primeiras horas após a cirurgia, e nos casos de maior volume, indica-se re-intervenção cirúrgica sob anestesia geral. A morte por hemorragia é uma complicação extremamente rara.

DIFICULDADE RESPIRATÓRIA: pode ocorrer no pós-operatório, em decorrência do edema das pregas vocais ou da laringe como um todo. Em casos mais graves ou associada à hemorragia, pode exigir a realização de traqueostomia.

DOR: pode ocorrer, por vezes na faringe e refletindo na área do ouvido.

TRAUMATISMO DENTÁRIO: nos casos em que exista uma projeção ou fragilidade maior dos dentes, com próteses, pinos, fraturas anteriores, etc., poderá ocorrer amolecimento, fratura ou perda total de um ou mais elementos.

RECIDIVA: são raras, mas podem ocorrer dependendo do tipo de lesões. Existe com maior frequência nos nódulos vocais, cistos, principalmente os abertos, e na papilomatose da laringe. Em muitos casos a fonoterapia é indicada no período pré e pós-operatório. Especialmente na papilomatose a recidiva é frequente, necessitando-se de várias cirurgias.

COMPLICAÇÕES DA ANESTESIA GERAL: complicações anestésicas são muitos raras, mas podem ocorre e ser sérias, e devem ser esclarecidas com o médico anestesiologista.